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Mandalas nativas - A Roda de Medicina

Roda de Medicina, Sedona, Arizona

Um dos símbolos do universo mais importantes na cultura nativa americana é a Mandala da Roda de Medicina. Esta cruz dentro de um círculo representa as quatro estações (primavera, verão, outono e inverno), as quatro direcções (norte sul, este e oeste) e os quatro elementos (fogo, água, terra e ar), estando todos contidos no interior do círculo exterior que representa o mundo.




Nesta roda bidimensional, o eixo horizontal da cruz representa as direcções de baixo (Mãe Terra) e de cima (Pai Céu), as quatro estações representam o tempo e os quatro pontos da circunferência simbolizam o espaço.

Para além destes conceitos básicos, a Roda de Medicina é ainda decorada com determinados animais, cores e qualidades que atribuem infinitos significados ao círculo que descreve a vida.



De acordo com a simbologia da Roda de Medicina, quando se nasce a viagem inicia-se na terra no Leste, no momento da aurora, o lugar da luz, da visão e de novos começos, indo rodando em direcção ao Sul à medida que se cresce, a um tempo de expressão inocente e de alegria. À medida que o crescimento avança, o movimento gira para o Oeste, lugar do desenvolvimento da intuição, da imaginação e da dor do crescimento. Lentamente, o caminho vai continuando até terminar no Norte onde a intuição se transforma em sabedoria. Depois de se recobrar as forças, está-se novamente preparado para iniciar de novo uma viagem a partir do Leste, iniciando um novo ciclo até que, após muitas revoluções da roda, poder-se-á fazer a passagem para o céu enquanto espírito.




A Roda de Medicina ensina-o que irá continuar a andar em volta da circunferência até que consiga descansar no Centro, local onde a roda e a pessoa se tornarão um de permanecerá em harmonia com os padrões de vida em constante mudança.


Os nativos americanos vêem todas as formas como parte integrante de uma existência única que os envolve com os seus ensinamentos. Todas as criaturas vivas, todas as rochas ou pedras são parte do universo. Tudo contém um espírito. que é a essência da sua conexão com o mundo. Realizar um caminho de beleza e verdade é caminhar em harmonia com os espíritos.

Fonte: Salliy Morningstar, Conhecer o Futuro, Editorial Estampa

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A MANDALA no mundo dos ÍNDIOS




Quando olhamos para o círculo cultural dos índios, não encontramos, nem aproximadamente, mandalas tão magníficas quanto as rosáceas das antigas catedrais góticas. Os índios não deram às suas mandalas, formas tão permanentes, com exceção das suas moradas (as tendas típicas e os "pueblos"). Em compensação conservaram vivas, de maneira consciente, as mandalas, que deram origem à sua cultura.

Para podermos vivenciar as suas mandalas, precisamos de conhecer um pouco das bases da vida indígena.

Para o índio, a criação é a manifestação da harmonia, e nela ele reconhece a lei da polaridade, assim como a subsequente lei do quaternário: ele reconhece a dependência e a combinação dos quatro elementos e das quatro estações do ano, dos quatro pontos cardeais, das quatro fases da vida e das quatro raças humanas.Para o índio quando um dos quatro polos abandona a ordem, todo o equilíbrio é perturbado.

O traçado do movimento aparente do sol

A energia do sol, durante as quatro estações, reflete para ele exatamente a energia nas suas quatro fases da vida. Assim, ele se encontra no centro de uma MANDALA construída de muitos círculos concêntricos menores e maiores, mas todos análogos e expressão de um único centro.
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